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Pequena história das máquinas de espresso

Dos imensos tanques ao equipamento leve com design premiado

Quem quer tomar um café espresso nos dias de hoje não precisa procurar muito. Cafeterias, restaurantes e empresas têm boas máquinas, com grão moído na hora ou cápsulas. E é cada vez mais comum – e financeiramente viável – equipar a cozinha de casa com uma das novas máquinas de pequeno porte: um luxo acessível, com gosto de refinamento e praticidade ao mesmo tempo. Mas não foi sempre assim. Máquinas de espresso já foram imensos e barulhentos trambolhos, operados a vapor.

1900 A máquina de espresso do Caffe Reggio de Nova York, é hoje uma peça decorativa no estabelecimento. Fabricada na Itália, é um verdadeiro tanque de metal com mais de um metro de altura; quando funcionava, emitia sons de “turbina”, como descrito à época. Encantou os norte-americanos com o café forte e aromático – e o bônus extra: apresentou o cappuccino. Fabricada em 1902, a Torino era um dos primeiros exemplares – o protótipo havia sido mostrado por Angelo Moriondo em 1884, na Exposição Mundial de Turim. O pioneirismo da fabricação comercial do aparelho gigantesco, operado a vapor, é atribuído a Luigi Bezzerra, na virada para o século XX.

1940 Os modelos conhecidos hoje derivam da máquina lançada em 1945 por Achille Gaggia. Ainda movida a vapor, já produzia a crema, espuma dourada, operando com pressão de uma alavanca de mola. Os modelos comerciais começaram a sair da fábrica, e em seguida veio o primeiro modelo doméstico, batizado de Gilda.

1960|1970 Em 1961, outro italiano – Ernesto Valente – trocou a mola pela eletricidade, contornando o problema da bomba que não funcionava com água quente (a água fria era comprimida e depois passava pelo aquecimento, alcançando o café com 90 graus de temperatura). A Faema 61 foi uma revolução. No início dos anos 1970, o Dual Boiler abriu caminho para popularizar as máquinas domésticas de espresso: tinha um reservatório separado de água, tornando o equipamento mais leve.

1980|1990 O sistema de cápsulas – as monodoses, ou cialdas em italiano – foi um pioneirismo da gigante suíça Nestlé, através do seu executivo Jean-Paul Gaillard. Em 1986, chegaram ao mercado as primeiras máquinas do gênero; retiradas em seguida para aperfeiçoamento, voltaram no fim da década para revolucionar o consumo de espresso – em especial, o doméstico.

2010 À medida em que as patentes da Nespresso foram caindo, o caminho da inovação e da competitividade se ampliou. Hoje, dos US$ 60 bilhões/ano que o mercado de café movimenta, metade já vem do café instantâneo e das cápsulas – este, o segmento que mais cresce no setor. Um dos maiores concorrentes da Nespresso é hoje o próprio Gaillard, que deixou a companhia e abriu a Ethical. A procura pelas cápsulas de café cresce exponencialmente. Com isso, a oferta se amplia, o preço cai e ao consumidor é proporcionada a chance de escolher entre diversas marcas e estilos. Vantagem para todos. Muitas companhias que comercializam o grão de café pelo mundo afora vêm investindo paralelamente nas máquinas e nas cápsulas, embora o equipamento que trabalha com grãos moídos na hora seja ainda muitíssimo apreciado.

2013 No Brasil, diversas empresas já fornecem cápsulas. A mais recente a entrar no mercado nacional é o Grupo 3 Corações, em parceria com a ValorCafé no Rio de Janeiro, com a TRES. Suas máquinas – tecnologia e design da italiana Caffitaly – extraem café, chá e chocolate; a combinação das cápsulas com a passagem da água quente em diferentes pressões abre um enorme leque: dos expressos aos filtrados, dos chocolates ao caffe latte, dos chás ao leite quente.

 

Fonte: Café & Prosa – Ed. Nº 2